Depoimento de Carol Valadares – #estudecomoumagarota

Na semana passada, tivemos o resultado final na PGM Campo Grande, um dos grandes concursos de 2019.⠀

Publicada a lista de aprovados, nas primeiras colocações, estava Carol Valadares (@carolgvaladares), que vem colhendo os frutos de muito esforço e persistência. ⠀

Ela nos deu a honra de compartilhar a sua emocionante história da aprovação na PGM Campo Grande no #estudecomoumagarota de hoje. Vale a pena conferir! 💪⠀

Por fim, querida seguidora, guarde estas palavras: em breve, será você aqui!⠀

Conte conosco, ⠀

@canalveritas.⠀ ⠀

“Costumo dizer que a escolha de estudar com seriedade para concursos requer bastante disciplina, incontáveis renúncias e muita coragem. Não é um processo que se resume a se sentar e estudar, pois envolve decisões e estratégia.

Sempre soube que prestaria concursos públicos e tentei começar a estudar nos últimos meses do último período da graduação, mas sem qualquer compromisso ou organização.

Logo após a minha colação de grau, foi publicado o edital do concurso de Procurador de João Pessoa, minha cidade.
Quando soube, fiquei empolgada, mas duvidava que teria êxito, pois ouvia, várias vezes, que estudar logo para Advocacia Pública seria muito avançado ou que eu deveria ter paciência, porque quem fosse mais velho estaria mais à frente na ‘fila”, então eu deveria fazer a prova só “por fazer”.

Mesmo assim, decidi fazer a prova e me dediquei bastante nos meses seguintes.
Foi um período intenso, em que descobri uma disciplina desconhecida, juntamente com muitas renúncias, mas também com muito crescimento. Ao final, fui surpreendida com a aprovação no concurso. Por outro lado, esse resultado trouxe um misto de sentimentos: apesar de estar feliz pelo bom começo, também lamentei a classificação, por sentir que havia perdido uma grande chance de ser nomeada em casa, a qual não sabia quando – e se – teria outra vez.

Depois desse concurso, veio o edital da PGM/Curitiba e, como os boatos eram de que 2019 seria de poucas oportunidades para procuradorias maiores, resolvi me inscrever, mas não tinha estímulo para estudar, por temer o impacto da prova de títulos no resultado final – nesse concurso, especificamente, valia bastante.

No meio do caminho, foi publicado o edital da PGM/Campo Grande. Depois de muito refletir, decidi redirecionar o meu planejamento de estudos 100% para CG, por julgar que era uma oportunidade melhor, considerando o concurso integralmente. Ainda assim, mesmo tendo como prioridade a 1ª fase de CG, como já estava de passagem comprada, fiz a prova de Curitiba, mas reprovei na 1ª fase por uma questão!

Em Campo Grande, fui bem na 1ª fase, ficando em 17° (eram 8 vagas). Quando saiu o gabarito definitivo, estranhei minha pontuação e, conferindo a folha de respostas, vi que havia errado a marcação de uma questão. Por uns minutos, dei o concurso como perdido por esse erro infantil, afinal, havia perdido dois pontos – uma errada anulava uma certa -, e era muito difícil reverter o resultado na 2ª fase, que valia 60 pontos contra 150 da 1ª fase. Quando percebi isso, restavam 10 dias para a prova e 2 opções: lamentar o que estava feito ou usar aquilo como estímulo para os últimos dias de estudo. Resolvi fazer amnésia seletiva e confiar no meu estudo para as provas discursivas, me esforçando para que aqueles pontos não fizessem diferença. Quando saiu o resultado, eu nem acreditei: havia feito a maior nota da fase discursiva e, com isso, fui classificada entre as vagas do edital!

Ouvi de um grande amigo, aprovado em várias procuradorias, que apenas humanamente não seria possível. Sei que é algo muito pessoal, mas minha fé me leva a crer que nada acontece por acaso. Nem os erros nas provas anteriores nem os 2 pontos perdidos na 1ª fase de Campo Grande, que foram grande estímulo para estudar. Quando é para ser, tudo simplesmente se encaixa!

Ao longo de todo o caminho, felizmente, tive apoio e incentivo da minha família e de amigos experientes em concursos de procuradorias, a quem serei sempre grata.

A preparação é um processo muito complexo, é uma soma de fatores, por isso não dá para se comparar aos outros: uns trabalham e tem menos tempo para estudar; outros, tem o dia inteiro disponível, mas temem pelo desemprego, e por aí vai. São tantos fatores que definem o rendimento no estudo, tantas dificuldades pessoais a superar, que qualquer comparação externa é completamente vazia.

Hoje também vejo que não existe a famigerada “fila da aprovação”, nem para quem está começando a estudar nem para quem já fez 1, 2, 5 ou 10 provas. Cada concurso é uma nova oportunidade de evoluir, de fazer reparos na preparação, de buscar a motivação que faltou.

Narrar superficialmente esse relato talvez não permita transparecer quão árduo foi o caminho. Foi intenso e com bastante esforço, mas tudo é muito gratificante, não só o resultado, mas todo o crescimento pessoal que o percurso proporciona.

Nada supera o sentimento de gratidão e de dever cumprido! Com fé, dedicação e persistência, a aprovação, no momento certo, virá!”

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