Depoimento de Larrissa Lis – #estudecomoumagarota

Olá, pessoal. Para dar aquele gás na semana, trazemos o depoimento inspirador da querida @larrissa.lins , Juíza do TJAL. Não deixa de conferir e já marca uma amiga que adoraria conhecer essa história!

“Quando pedem para falar sobre minha trajetória de estudos sempre fico em dúvida por onde começar. Afinal, estudar para concursos está no meu DNA, entenda. Lá em 2008/2009, quando era apenas uma garota de 19 anos fazendo direito em um universidade particular, filha de mãe solteira me vi na necessidade de passar em algum concurso para ajudar no pagamento dos meus custos. E eu só tinha uma opção: passar!

Comecei com concursos de estágios e segui para o mundo real dos concursos fazendo TRE e TJ. Saiu TJSE, me dediquei como se fosse a minha única saída e passei para técnica no TJSE. Em 2010, tomei posse como técnica do TJSE. Aí eu comecei a trabalhar e fazer faculdade, e tentar estudar para concursos de nível superior (analista). Queria ser aprovada para analista antes da formatura. Não consegui. Também estive perdida mudando de direção com freqüência. Após a formatura, decidi fazer a OAB e me dediquei a isso. Passei.

Continuei a estudar para analistas e delegado. Aí que vieram os anos de plantio, foi quando meus estudos germinaram para os frutos que eu ia colher anos depois, vivi a fase que todos vivem, estudando sem parecer sair do lugar, no início ficava longe nas notas de corte e com os passar dos anos fui ficando bem perto, mas ainda reprovando. Se não reprovava por 1 questão na objetiva, reprovava na discursiva. E meu objetivo de passar em outro concurso antes de fazer concursos de membro para ter a atividade jurídica, foi perdendo o sentido. Eu já estava perto de completar os 03 anos de formada e preencher os requisitos. Então, decidi que ia mais fazer concursos de delegado/analista, pois estava dando o mesmo trabalho que se eu estudasse para concursos de magistratura/MP. Comecei um estudo extensivo para MPF, que só durou 3 meses.

Quando saiu o edital de Delegado PCCE, eu sentia vontade de largar tudo aquilo e agarrar essa oportunidade. E foi o que fiz. Me dediquei ferozmente àquela prova. Acordando mais cedo, dormindo mais tarde, peguei férias, estudei recesso, natal e ano novo. Fiz tudo que estava ao meu alcance. Como se fosse a minha única opção. E era, realmente, a minha única opção. E então, veio o dia da minha aprovação! Eu fiz 88 pontos na objetiva, fiz bem a discursiva e fechei a peça. Já era! Passei em 8º lugar. Eu era delegada “de direito”. E, então, pensei: “Bem, agora vou começar um estudo sem pressa para magistratura – nada que uns 3 anos não resolvam.” Mas eu tinha já tinha me inscrito na prova do MPF, choque de realidade. Reprovei em 3 grupos. Sai achando aquilo muito distante para mim. Também já tinha feito a inscrição para Juiz TJPE, 3 meses depois da PCCE , fui lá sem ter estudado algumas matérias do edital e passei! Eu passei? Passei! Para 2ª fase. Aquilo que parecia impossível, aconteceu.

Como eu que não tive uma preparação específica consegui passar? Eu estou me preparando desde aquele primeiro concurso, eu nunca parei. Todo esse conhecimento, só foi agregando. As matérias que nunca tinha estudado, eu não sabia. Mas o que eu sabia, sabia muito bem. Fiz a 2ª fase, mas acabei reprovando na discursiva. Mas foi o suficiente para eu acreditar em mim e seguir. Naquele ano fiz mais 7 provas de magistratura . Ah nesse meio tempo, eu fui convocada para curso de formação da PCCE, que durou 6 meses.

Passando para outras 3 segundas fases, reprovando em algumas e sendo aprovadas em outras, foi que consegui a única aprovação que eu realmente precisava: magistratura TJAL. Meu Deus, chegou ao fim! Eu passei, eu consegui. Eu sou juíza. Dessa história, não muito curta, da minha vida de concurso, eu tiro diversas lições para minha vida, mas a principal é: quando você não tem opção, a sua única opção é conseguir. Meu plano B era fazer o plano A dar certo. E ele deu.”

Equipe Canal Veritas

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