Depoimento de Priscilla Barros – #estudecomoumagarota

Hoje contaremos a história de @priscillamsbarros, que nos ensina a acreditar nas nossas escolhas, seguindo em frente com confiança.

Ela fala também sobre um toque especial que acrescentou durante a sua preparação: a música!

“Colei grau em junho de 2016, pela UFPB, mas só comecei a estudar para concurso público com maior dedicação aproximadamente seis meses depois de formada. Embora eu almeje a magistratura federal, decidi, de início, direcionar meus estudos para a carreira de advocacia pública, por não exigir os três anos de atividade jurídica.

Graças a meus pais, apoiadores incondicionais, tive a oportunidade de dedicar meu tempo exclusivamente aos concursos e, assim, eu fiz. Comprei um edital esquematizado específico para Procuradorias, elaborei meu cronograma de estudos e fazia de tudo para segui-lo à risca. Estudava pela manhã, à tarde e à noite (incluindo incontáveis fins de semana) e só ia embora da cabine de estudos, quando cumpria (ou superava) a meta diária. Buscando afastar a sensação de que passar o dia estudando era um martírio, incluí na minha rotina um toque especial: a música. Ouvir as minhas preferidas, repetidamente, não me tirava a concentração; pelo contrário, fazia com que eu me desligasse do restante do mundo, o que, certamente, aumentou meu rendimento.

Por um medo bobo de me frustrar com resultados negativos e, talvez, por um perfeccionismo inalcançável (já que esgotar o conteúdo de um edital é algo praticamente impossível), eu não cheguei a fazer muitos concursos. Preferi filtrar as opções de prova que surgiam e dedicar-me ao máximo às escolhidas.

Minha primeira prova de advocacia pública teria sido a PGE-SE, em outubro de 2017. Fiz a inscrição, reservei hotel, organizei meu cronograma pós-edital e comecei a segui-lo, quando, em setembro do mesmo ano, foi publicado o edital de servidor do TRF da 5ª Região, com prova marcada para dezembro. Muitos não veriam problema em prestar os dois concursos, mas eu, pelos motivos que falei acima, pela minha experiência engrandecedora de estágio na Justiça Federal, pelo fato de o conteúdo programático do TRF-5 ser menor e tendo em vista que o último concurso tinha ocorrido apenas em 2012 (um próximo, portanto, demoraria a ser lançado), encarei a oportunidade como única. Assim, abandonei o cronograma voltado para a PGE-SE e decidi me dedicar 100% ao concurso do TRF. E não me arrependo! Feliz, muito felizmente, deu certo!

Logo depois, no fim de dezembro de 2017, foi publicado o edital da PGE-TO, agora, sim, minha primeira experiência de Procuradoria. Passei o fim de 2017 e o começo de 2018 focada na prova objetiva, que havia sido marcada para março. O resultado da primeira fase sairia em abril, mas, pouco antes da divulgação, o concurso foi suspenso e permaneceu assim por quase um semestre (haja coração!).

Nesse interregno, comecei a me preparar para a prova da PGE-SP, marcada para maio de 2018. Estudei, estudei, estudei muito, mas não passei…A tristeza foi grande, mas não me deixei abater por muito tempo e transformei os erros em aprendizado.

Pouco tempo depois, foi lançado o edital da PGM-João Pessoa (minha cidade natal). O ritmo de estudo estava mais lento, mas não me permiti parar. A prova objetiva aconteceu em novembro e, para a minha felicidade, consegui a pontuação necessária para a próxima etapa. No mesmo mês, após uma espera ansiosa, foi finalmente divulgado o resultado da primeira fase do concurso da PGE-TO, e eu estava entre os classificados. Ambas as provas de segunda fase ocorreram em dezembro. Passadas elas, pude, enfim, presentear-me com miniférias, e, durante esse descanso, perto do Natal, uma surpresa especial: minha nomeação para o cargo de Analista Judiciário do TRF-5 (Sede – Recife).

Chegou 2019 e, com ele, minha posse, mudança de cidade, novos desafios e mais frutos colhidos (minha aprovação na PGE-TO e na PGM-João Pessoa). Finalmente concursada, mas ainda concurseira. Hoje sou analista judiciária, aguardo nomeação como advogada pública, persigo no sonho de ser juíza federal, mas nunca deixarei de lado a ideia de que posso me sentir realizada profissionalmente ocupando qualquer cargo. A felicidade é o termômetro!”

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